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Portugueses são detidos ao oferecer a promotor, roupas, supostamente falsas
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- Sexta, 17 Fevereiro 2012 02:43
Dois portugueses foram detidos pela Polícia Militar de Jaraguá, sob suspeita de estarem vendo roupas de marcas famosas, sem comprovação de origem. Foram detidos: Manuel da Silva Cartaxo, 46 anos, natural de Lisboa (Portugal), e Luiz Manuel Duarte Cartaxo, 55 anos, também de Lisboa.
Os suspeitos estavam em dois carros, um Honda City, azul, placa JIN-3817 Brasília (DF), e em um Fiat Siena, prata, placa KGS-4572 Recife (PE). A detenção dos dois portugueses aconteceu depois que eles ofereceram roupas ao promotor de justiça, Everaldo Sebastião de Souza, que estava hospedado no mesmo hotel, em Jaraguá.
Assim que constatou que não havia comprovação de origem das mercadorias, o promotor chamou a Polícia Militar e Agentes da Sefaz. Segundo o Boletim de Ocorrência da PM, no Fiat Siena, havia camisetas de marcas famosas, 69 jaquetas e 02 malas contendo faqueiros. No Honda City, havia 25 camisetas de diversas marcas, 52 jaquetas de marcas famosas e 02 malas de mão, produtos que ficaram aos cuidados da polícia civil.
A polícia suspeita que haviam mais veículos na mesma situação, porém não fora localizados. Entre as marcas que estariam sendo comercializadas pelos portugueses, estão: Hugo Boss, Prada, Armani e Calvin Klein,
Questionados pelo promotor, eles alegaram que não tinha notas fiscais dos produtos, nem guia de importação. “Foi apresentada uma nota fiscal que não correspondia às mercadorias que estavam lá. Após o ocorrido, soube que não é a primeira vez que eles vêem a Jaraguá, vender este tipo de roupas” disse.
Foi pedido um exame, para comprovar se as roupas são falsificadas, ou se contrabandeadas. “Vamos apurar se houve crime fiscal, já que não tinham guia de importação, nem nota fiscal. Ai pode ter crime de falsificação, crime contra o consumidor, crime de evasão de divisão, crime de descaminho, crime de contrabando” adiantou o promotor.
Segundo informações da polícia, eles vendiam roupas nas cidades da região, além de Jaraguá e Goianésia. A questão da legalidade deles no país, também será verificada pela polícia. Os portugueses atendiam os clientes, sempre bem vestidos, e estavam acompanhados da família, de uma forma que não chamasse a atenção.
O Promotor Everaldo Sebastião de Souza acredita que os produtos são pirateados. “Camisas da Armani e Hugo Boss, que nos shopping em Goiânia, são vendidas entre 350 a 400 reais, estava sendo vendidas por Cento e poucos reais. Jaquetas de couro de marcas famosas que custavam mais de 800 reais, eles as vendiam também por menos de 200 reais. Então alguma coisa errada existe” opinou o promotor.









